O conceito de beleza sempre foi muito difícil de estabelecer, pois assumiu faces diversas segundo o período histórico e as características culturais e regionais. E isso não apenas no que diz respeito à beleza física (do homem, da mulher, da paisagem), mas também no que se refere à beleza divina, das ideias e dos valores.
Na Grécia antiga, o Belo esteve associado a qualidades de caráter como o justo e o bom.
Pitágoras foi o primeiro a sustentar que o princípio de todas as coisas é o número. Nasceu, assim, a visão estético-matemática do universo, em que o belo é algo bem proporcionado e simétrico.
Na fase mais madura do pensamento medieval, relaciona-se a beleza não somente à proporção, mas aos conceitos de integridade, nitidez e adequação.
No Renascimento, chega-se a um alto grau de perfeição, a chamada “Grande Teoria”, segundo a qual a beleza consiste na harmonia e proporção das partes.
Na Idade Moderna, assistimos ao surgimento de uma beleza surpreendente, em que ordem e proporção ficam sujeitos a critérios de juízo subjetivos e indefinidos, como os padrões estéticos adotados nas cortes francesas.
A estética do século XVIII dá ampla ressonância aos aspectos subjetivos do gosto. Belo é aquilo que agrada de maneira desinteressada, sem ser originado por ou remissível a um conceito; o gosto é a faculdade de julgar desinteressadamente um objeto, mediante prazer ou desprazer.
Como se viu, o conceito de estética é bastante subjetivo, sujeito a diferentes percepções, visões e interpretações, que passam por julgamentos críticos individuais.
Neste espaço falaremos sobre a beleza, de forma a expressar seu significado em diferentes universos de estilos e gostos, como objeto de contemplação e fonte de inspiração, independente dos diferentes juízos de valor e padrões estéticos.
Não existe, assim, um conceito rígido e correto que defina o Belo, pois qualquer tentativa de generalização e categorização se contrapõem a estética dos gostos, valores e desejos individuais.
Veja o vídeo abaixo que ilustra como os conceitos e os padrões estéticos se transformaram no decorrer dos séculos, por influências históricas e culturais, até os dias de hoje.

